Protestos na era da Internet, governos a pique

Veja como os protestos na era da internet são organizados e disseminados e como o governo terá que (re)aprender a governar de acordo com a vontade popular.

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Este final de semana vimos em diversas capitais do país protestos contra o atual governo, com destaque para a cidade de São Paulo, que segundo contagem a quantidade de pessoas superou 1 milhão. Mas como toda esta massa de pessoas foi organizada? Veja como os protestes na era da internet são organizados.

Protestos na era da Internet: o governo adora #SQN
Protestos na era da Internet: o governo adora #SQN

Antes de mais nada, o texto aqui não reflete opinião política e embora o atual governo deixe muito a desejar vamos nos ater a como a tecnologia tem contribuído para que a voz da população chegue de forma direta e forte ao governo.

Em um cenário perfeito idealizado unicamente pelos governantes a influência da tecnologia, notadamente da internet, no modo como a relação governo-eleitor se desenvolve deveria ficar na criação de portais governamentais que repassassem informações puramente institucionais além de canais de relacionamento via e-mail. Tudo muito frio, impessoal e distante, o que traria comodidade ao governo.

Mas não é isso que os protestos na era da internet tem mostrado.

Protestos na era da Internet: o atual cenário

O cenário imaginado pelo governo não está nem próximo da realidade, hoje dois fatores chaves contribuem para isso, que são o fácil acesso a smartphones conectados constantemente a internet e também as redes sociais.

No caso dos smartphones, eles estão mudando a forma como as pessoas convivem com o avanço tecnológico pelo simples fato dele permitir conexão a internet em praticamente qualquer lugar a qualquer hora, isso tem permitido uma espécie de mesclagem do mundo real com o mundo virtual.

Tudo isso somado ao advento das redes sociais que permite interação de pessoas distantes fisicamente e que em condições “normais” nunca teriam a possibilidade de comunicação e de conhecimento mútuo alem do fato de que é extremamente facilitado a possibilidade de agrupamento de pessoas de interesses iguais.

Soma-se a isso todo o clamor democrático e teremos condições perfeitas para a explosão de comunicação e força popular contra um governo de ideais no mínimo duvidosos.

Protestos na era da Internet: como está o mundo

No mundo a situação é a mesma, principalmente em países onde o governo é notadamente autoritário e com tendencias a impor grande controle sobre a massa populacional, um exemplo perfeito foi o movimento Primavera Árabe.

Todo o estopim deste movimento foi o acesso da população aos meios de comunicação e principalmente as redes sociais, onde foi possível constatar toda a discrepância da forma de governo totalitário em que viviam.

Além de servir de estopim existe também o uso prático, que valando-se de redes sociais como Facebook e Google+, além de aplicativos de comunicação instantânea como o WhatsApp puderam organizar protestos em tempo real de forma descentralizada impossibilitando qualquer forma de bloqueio ou controle dos organizadores por parte do governo.

Como resultado tivemos governos derrubados e países que se encontram em guerra civil até hoje. Se isso foi bom ou ruim? Não sei dizer, porém todo o poder que smartphones e internet deram a população isso é inegável.

Protestos na era da Internet: como está no Brasil

No Brasil tivemos diversas manifestações no decorrer do ano de 2013 e a formula foi a mesma, protestos foram organizados, controlados e finalizados utilizando smartphones e principalmente redes sociais.

Outro caso emblemático foi a recente greve dos caminhoneiros, onde sem nenhum controle central ou vinculo a qualquer instituição ou sindicato caminhoneiros brasileiros paralisaram suas operações em diversos pontos espalhados pelo Brasil.

Uma forma perfeita de controle descentralizado com pontos distantes geograficamente comunicando-se de forma transparente entre si, um exemplo perfeito de P2P.

Agora tivemos no dia 15 de março mais manifestações contra o governo e novamente organização via redes sociais com “cobertura” completa dos eventos via comunicadores instantâneos, considerando também que vários pontos de manifestações ocorreram simultaneamente e de forma coordenada.

Assim os protestos na era da internet tem mostrado que nenhum tipo de governo tinha lidado com este tipo de cobrança e disseminação da informação como temos hoje, transformando o ato de governar em um perfeito desafio, resta saber se temos candidatos preparados para encarar este tipo de desafio.

Petter Rafael
Petter Rafael

Desenvolvedor Web atua com as tecnologias Java e PHP apoiadas pelos bancos de dados Oracle e MySQL. Além dos ambientes de desenvolvimento acima possuiu amplo conhecimento em servidores Apache/Tomcat, Photoshop, Arte & Foto, Flash e mais uma dezena de ferramentas e tecnologias emergentes. Atualmente colabora com o Viablog escrevendo sobre programação e tecnologia.

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