Guerra entre Intel e Qualcomm: quem vence a disputa

Guerra entre Intel e Qualcomm: quem vence a disputa

Faz muito tempo que uma guerra entre Intel e Qualcomm toma forma e o palco agora são os notebooks Windows sendo disputados por ambos.

Guerra entre Intel e Qualcomm: quem vence a disputa
Guerra entre Intel e Qualcomm: quem vence a disputa

A guerra entre Intel e Qualcomm tem um novo capítulo, colocando de frente os interessas das duas empresas.

Embora a Intel esteja passando por uma forte crise, ela ainda é uma referência no seguimento de processadores para desktops, notebooks e servidores.

Inclusive possui alguns modelos para dispositivos embarcados, embora não façam muito sucesso por vários motivos.

Mas com a entrada e aprofundamento de processadores de padrão ARM produzidos pela Qualcomm no segmento da Intel tem colocado as duas gigantes em rota de colisão.

Guerra entre Intel e Qualcomm: quem vence a disputa

Recentemente a co-CEO interina da Intel, Michelle Johnston Holthaus, afirmou que a taxa de devolução de notebooks equipados com chips Qualcomm é alta.

O embasamento dessa afirmação é que os usuários tem reclamado de vários problemas de compatibilidade de software.

A Qualcomm rejeitou fortemente qualquer insinuação de que notebooks equipados com chips Qualcomm tenham taxadas de devoluções maiores.

Mas o problema apontado pela Intel tem seu grau de fundamento e é uma pedra no sapato da Qualcomm.

O Caso da Apple

Esforços e modelos de notebooks com processadores com padrão ARM executando o Windows já existem há muitos anos.

Porém nunca emplacaram muito bem, por mais que a Qualcomm se esforce em equiparar performance, sempre havia o problema da compatibilidade de software.

Afinal, além do Windows, aplicativos também deveriam ser portadores ou uma camada de portabilidade deveria ser adicionada ao Windows.

Quando a Apple encerrou a parceria com a Intel e passou a focar em seus próprios processadores da linha M, todos eles baseados em arquitetura ARM o jogo parecia ter virado.

Com a publicação do macOS com a camada de abstração chamada Rosetta 2 o problema da compatibilidade de aplicativos havia desaparecido.

Com o Rosetta 2, o macOS consegue executar normalmente aplicativos escritos exclusivamente para o padrão de processadores Intel.

A alegria da Qualcomm não é completa

Embora existam várias vantagens do padrão ARM frente ao padrão X86-64 da Intel, ainda existem obstáculos.

Se para a Apple que possui domínio completo sobre o software e hardware, no ecossistema Windows, ele precisa ser preparados para lidar com inúmeros hardwares diferentes.

Inclusive hardware legado, e conseguir compatibilidade e performance é complexo.

Embora a parceria da Qualcomm com a Microsoft traga benefícios, ainda existem muitos aplicativos incapazes de serem executados corretamente em versões ARM.

De qualquer forma essa concorrência é benéfica para o mercado consumidor, que frente a esta guerra pode obter melhores preços e maior evolução tecnológica.


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