Processadores ARM para notebooks estão se tornando realidade

Já foram várias tentativas da indústria e nenhuma vingou ainda, mas parece que processadores ARM para notebooks agora se tornaram realidade.

Processadores ARM para notebooks estão se tornando realidade
Processadores ARM para notebooks estão se tornando realidade

Mais uma tentativa de emplacar processadores ARM para notebooks está tomando forma com o lançamento da Qualcomm.

Depois da Apple anunciar o lançamento de um processador próprio sob o padrão ARM, agora é a vez da Qualcomm anunciar seu novo processador destinado a notebooks com Windows.

Devemos lembrar que esta não é a primeira vez que a Microsoft tenta sair do padrão X86-X64, quem não se lembra do Windows 10 RT?

Processadores ARM para notebooks: a novidade da Qualcomm

Tempos atras a Qualcomm lançou e investiu no Snapdragon 8cx, destinado exclusivamente para notebooks.

O fato é que poucas unidades foram vendidas, mas sem desistir do segmento agora a Qualcomm lança o processador Snapdragon 8cx Gen 2.

A maior vantagem de processadores ARM é o baixo consumo energético, o que se traduz na prática a várias horas longe da tomada.

Tomando por exemplo o Snapdragon 8cx, notebooks equipados com este processador chegavam a ficar 23 horas de uso fora do carregador.

Um verdadeiro marco se comparado ao padrão X86-X64.

Além disso gadgets mais finos, leves e silenciosos devido a ausência da necessidade de cooler para refrigeração completam o pull de benefícios.

Porém existem dois grandes entraves para a adoção deste padrão na computação em notebooks.

O primeiro grande problema é a falta de compatibilidade de aplicativos e software já existentes para o padrão X86-X64 em notebooks equipados com processadores ARM.

O segundo grande problema é a baixa performance destes processadores em determinadas tarefas.

A indústria de hardware e software ainda não conseguiu mitigar estes dois problemas a ponto de fazer com que estes gadgets sejam de fato interessantes para o público em geral.

Como será o futuro?

A Apple tem experiência em impor novos padrões ou retirar padrões consolidados em seus produtos, nem que seja na marra.

Em 2020 ela anunciou que irá lançar MacBooks com processadores próprios, no padrão ARM.

Criando inclusive uma camada de abstração sólida e performática o suficiente para suprimir a questão de performance e compatibilidade de aplicativos legado.

Resta saber se na prática isso irá de fato funcionar.

Se a ousadia da Apple funcionar, somando a perseverança da Qualcomm e as tentativas da Microsoft é provável que finalmente o mercado se dobre e aceite notebooks com processadores ARM.

Resta saber como Intel e AMD que dominam o mercado de processadores X86-X64 irão reagir a esta possível migração.

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